Mesmo assim, enrolei na cama até às oito, meu cobertor e meu edredon estavam mais agradáveis do que o frio que fazia lá fora. Passei os slides para o Pedro dar uma olhada e treinar o que falar e tratei de me arrumar para ir ao Shopping Eldorado.
Não sou tímido para apresentações e gosto bastante de falar em público. Nosso grupo foi um dos últimos a subir ao palco e deu tudo certo. Confesso que minha perna tremeu um pouco e minha voz saiu um tanto alta e corrida, mas tá valendo. Saindo do anfiteatro, corri para a sala do meu orientador e descobri que ele estava muito ocupado para me atender, adiei então nossa reunião.
Peguei o ônibus rumo ao Eldorado e devolvi a cômoda, inteira. Só sucesso. Retornei para casa e tratei de arrumar minhas malas, passar o final de semana na minha terra natal.
"Nem é feriado", você deve estar pensando. A desculpa para voltar para casa dessa vez é o aniversário da minha mãe, 03/06. Liguei para ela e fui atendido com um surpreso "Ki, você ligou!" (como se eu fosse esquecer!) e pude ouvir sua voz toda alegre em saber do meu retorno, de ouvir o meu simples "eu te amo" e de me retornar com um terno "também te amo". Três palavras que fazem toda a diferença.
Escrevo esse texto do ônibus, assim como os outros dois que publiquei antes dele. Nada como 8 horas de viagem para me fazer escrever. Pena que vou ser um presente atrasado, vou chegar apenas na madrugada do dia seguinte. Mas mãe entende, né?
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